terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Seja como uma flor

Em 2010, após problemas no trabalho, eu decidi que precisava cuidar um pouco de mim e, com isso, fui fazer uma caminhada no condomínio onde moro para relaxar e pensar na vida.
Onde eu moro tem um espaço bem grande para caminhar, além de um jardim gigante com muitas árvores, plantas e flores.
Enquanto eu caminhava e pensava na vida, eu avistei umas orquídeas que brotavam de uma das árvores. Eu nunca tinha reparado nisso, mas aquilo me chamou muita atenção. Parei e fiquei olhando para elas por alguns minutos, admirando sua beleza. Com isso, percebi que outras pessoas passavam por elas e nem sequer notaram a presença das orquídeas, menos anda a minha presença. (risos)
Depois disso, eu fiquei pensando: “Como que as pessoas não reparam numa beleza dessas, disponível a qualquer um, e de graça?”
Devido à pressa para chegar ao trabalho ou à escola, as pessoas caminham envoltas em seus pensamentos, muitos deles, repetitivos, e nem sequer prestam atenção às pessoas que estão ao redor, quem dirá prestar atenção a uma flor.
Ao mesmo tempo, eu pensei: “Até parece que essas orquídeas ligam para quem olha para elas ou não. Elas estão apenas cumprindo o seu papel. Elas brilham, independente de admiração.”
E foi nesse momento que eu concluí: “Devemos ser como as flores. Elas passam meses cultivando suas raízes, para que no momento certo, possam brotar, e mostrar a sua beleza para o mundo. Elas não julgam ninguém, e menos ainda querem atenção dos outros, a não ser atenção dos insetos e pássaros. Se alguém admirá-las, ótimo, se não, ótimo também. Devemos ser como elas, apenas brilhar, porque essa é a nossa natureza divina.”
Vivemos numa época em que chamar a atenção tornou-se algo corriqueiro em nossas vidas. Basta apenas visitar o Facebook ou Instagram e ver milhares de pessoas postando fotos de seus pertences, dos restaurantes em que comem, as viagens que fazem, ou mesmo as famosas selfies, tudo para chamar a atenção das pessoas e obter muitos likes. No entanto, fica a questão: para que tudo isso?
Segundo o Budismo, tudo que existe é efêmero, dura o tempo que tem de durar. Veja o exemplo da flor, ela dura o tempo necessário para cumprir a sua missão, e faz isso constantemente, ano após ano. E muitos não se dão conta disso.
Assim como o Sol brilha constantemente para nós, e ele vem da mesma essência que a sua, por que necessitamos tanto chamar a atenção das pessoas se já somos brilhantes da maneira que somos?
O que eu quero dizer é que não precisamos disso, porque já somos brilhantes. Já somos Budas encarnados. Apenas basta encontrar o seu caminho para iluminação.
Não há nada de errado em postar as suas realizações nas redes sociais. O problema é quando essa necessidade vai para vida social e profissional, trazendo infortúnios para você e aos outros.
Quando você se encontrar numa situação em que queira chamar a atenção de alguém, pense: “Eu já sou divino, brilho por si só. Se alguém reparar em mim é porque está brilhando também. E isso é bom.”
No momento em que pensamos dessa forma, os problemas do dia a dia parecem pequenos, e muitos se dissolvem naturalmente. Não se preocupe com o que os pensam ou acham de você. Se preocupe em ser a essência divina que está dentro do seu Ser e brilhe, sem esforço algum.


Namastê.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Quando oramos, limpamos a sujeira do Universo


“Está se libertando da mente doentia que suga a sua energia vital, do mesmo modo que, lentamente, ela está envenenando e destruindo a Terra. Você está acordando do sonho do tempo e entrando no presente.”
- O poder do agora, página 66.

“A sua infelicidade está poluindo não só o seu próprio ser interior e daqueles à sua volta, como também a psique coletiva humana, da qual você é uma parte inseparável.”
- O poder do agora, página 79/80.

“Você está poluindo o mundo ou limpando a sujeira? Você é responsável pelo seu espaço interior, da mesma forma que é responsável pelo planeta. Assim no interior, assim no exterior: se os seres humanos limparem a poluição interior, deixarão então de criar a poluição externa.”
- O poder do agora, página 80.

“A mente egóica coletiva é a entidade mais perigosamente insana e destruidora que jamais habitou nosso planeta. O que você acha que acontecerá ao planeta se a consciência humana não se modificar?”
- O poder do agora, página 103.

Como já foi dito no post anterior, quando oramos nós alimentamos a nossa alma, limpando os resíduos ruins causados por pensamentos destrutivos, convivência com outras pessoas, acesso às notícias ruins etc.

Evite pensamentos negativos autodestrutivos. Não pense e nem fale mal de alguém ou de algo. Não se afete pelas notícias ruins dos jornais, da TV ou pelo o que as pessoas falam. Não se contamine para não contaminar o planeta.

Nossos pensamentos criam forma, se alimentam do que vibramos, sejam eles bons ou ruins. Não é à toa que, hoje em dia, há muito mais tragédias naturais do que há 10 anos. Que há muito mais violência e injustiça, e que a cada dia, as pessoas estão mais irritadas, algumas perdendo o gosto pela vida.

Já disse antes: sua oração pode ajudar uma pessoa do outro lado da terra. Ore para você e para os outros, incluindo aquelas pessoas que fizeram ou fazem mal a você e aos outros.

Deixe o julgamento de lado. Vivemos um crucial momento que pede que sejamos positivos para que as forças do mal não tomem conta de nós. Afinal, essas forças somos nós criamos, quer você queira ou não.

Seja você um contribuidor para a limpeza do Universo!


Namastê!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Por que oramos?

Pense no seguinte: quando você está com sede, o que faz? Bebe alguma coisa, seja água, refrigerante, suco. E quando está com fome? Come! (risos)

Nosso corpo é constituído de energia densa, mas ainda sim é energia. Para mantermos o nosso corpo vivo, precisamos cuidar da nossa saúde, e isto inclui beber e comer, afinal, tudo isto é energia para o nosso corpo. No entanto, como nosso corpo é energia, precisamos mantê-la sempre limpa, a fim de termos saúde física, mental, emocional e espiritual. Devido a isso, orar é tão necessário quando comer, beber, fazer exercícios, descansar etc.

Oramos para nos mantermos saudáveis. Além disso, como somos energia, o nosso campo magnético, que mantém o nosso corpo vivo, entra em contato com outros campos magnéticos. Com isso, podemos nos contaminar ou nos beneficiar da energia das outras pessoas, plantas e animais.

Agora pense em quantas pessoas existem no mundo e são afetadas por todas as outras? O que esta energia é capaz de criar? Muita coisa, seja boa ou ruim.

Tenha atenção aos acontecimentos no mundo: desastres naturais, genocídios, fome, doenças etc. Tudo isso envolve a energia que o nosso corpo emana (imagine coletivamente!), e se você não quer isso, pare de vibrar negativamente e passe a orar por você, para as pessoas e para o planeta.

Orar não é só um ato individual, ele também é coletivo. Quando estamos bem ou mal influencia em seu ambiente, que influencia as pessoas ao seu redor, assim como as plantas e animais.

Orar é limpar a alma de sujeiras que comemos, pensamos, conversamos etc. em nosso dia a dia.

Não ore somente quando estiver com problemas, ore sempre, todos os dias. Se possível, de manhã, antes de sair de casa, e à noite, antes de dormir.

E pense: orar não gasta mais do que 5 minutinhos. Não importa se você é católico, judeu, evangélico, budista... escolha a sua oração favorita e faça-a com o coração, vibrando amor para todos os seres vivos de nosso planeta.


Sua alma ficará tranquila e o resto do planeta agradecerá.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Conhecendo o Budismo

Após assistir ao filme sobre Tina Turner, meu interesse em conhecer o Budismo se instigou.

Com a Internet tudo ficou mais fácil e encontrei um centro Budista, da linhagem Mahayana, na Vila Madalena e fui visitá-lo. Era tudo muito bonito. Muitas imagens de budas, objetos e estátuas. Nós tínhamos de tirar os sapatos para adentrar a sala de práticas. Enquanto cantávamos os mantras, nós também fazíamos mudras (movimentos com as mãos e braços), e eu achava tudo isso muito lindo.

Eu cheguei a fazer cursos com eles, e comprei muitas apostilas e livros sobre o Budismo, mas eu ainda não entendia muita coisa e isso foi me desanimando, até que parei de frequentar o lugar.

Em 2014, tive contato novamente com o Budismo, da mesma linhagem, através do meu ex-chefe, mas não me aprofundei novamente.

Foi em 2016 que eu voltei a ter contato com o Budismo de Nichirem através do meu amigo Arnaldo. Leiam mais a respeito aqui.

Agora, eu entendo muito bem como a filosofia Budista funciona, e eu estou imensamente feliz por isso.


Tara Verde
Namastê.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quatro meses de prática...

Hoje faz quatro meses que venho praticando o Daimoku e você deve estar pensando: “depois desse tempo de prática, sua vida deve ter mudado, não?” Não, não mudou nada. Continuo morando no mesmo lugar, ganhando o mesmo salário e na eterna procura de um companheiro (risos).
Em termos visíveis, as únicas coisas que mudaram foram receber o Gohonzon e cortar meu cabelo (risos). No entanto, em termo invisível, mudou bastante coisa.
Hoje, sou capaz de perceber melhor as coisas que acontecem comigo e aceitá-las como elas são. Além disso, tenho tido muitos insights em relação às várias questões que fiz durante esses quatro meses de prática. E também tenho conseguido ficar mais calma, já que eu sou bastante ansiosa.
Tornar-me Budista não iria mudar muita coisa de início, mas eu sei que fiz a escolha certa. O Universo respondeu às minhas orações do passado. Faz muito tempo que procuro algo que respondesse aos estudos que tenho feito nos últimos 10 anos, e encontrei o Budismo como resposta.
Quem sabe daqui um ano eu possa falar que algo mais concreto mudou...
Estou na torcida.


Namastê.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Meu primeiro contato com o Budismo de Nichiren.

Tina e Ike Turner
A primeira vez que tive contato com o Budismo de Nichiren foi quando eu devia ter 17 ou 18 anos, não me lembro, ao certo. No entanto, foi quando eu assisti ao filme da história de Tina Turner.

Tina Turner foi casada com Ike Turner, e ele a maltratou por muitos anos. Ele batia nela, a humilhava, e também a estuprava. Com isso, Tina tentou o suicídio. Só não sei dizer se ela tentou se matar mais de uma vez. Depois de um tempo, uma ex-colega de palco apresentou o Budismo de Nichiren a ela. E foi nesse momento que toda a minha trajetória no Budismo começou.


Eu quero compartilhar a cena do filme que me chamou a atenção, é quando Tina Turner conhece o Budismo e sua vida começa a se transformar.



Tina Turner fará 77 anos em 26 de novembro de 2016. Teve e ainda tem uma carreira bem sólida, com vários hits de sucesso pelo mundo todo. Recentemente, ela casou-se numa cerimônia Budista.


Tina e o atual marido
Namastê!

sábado, 29 de outubro de 2016

A semana em que eu recebi o Gohonzon


No domingo, 23/10, eu recebi meu Gohonzon. Foi uma cerimônia muito linda, com muitos eventos e palestras interessantes.
Pouca gente sabe, mas eu já passei por várias religiões em minha vida até eu, realmente, me converter budista. Nasci numa família Católica, daquelas que mal vão à igreja. A minha família era católica mais por uma “imposição” da sociedade, ou por que não tinha conhecimento de outra religião. Quando me mudei para São Paulo (eu nasci em Campinas), passei a frequentar o Espiritismo por causa da minha mãe, até que aos trinta e poucos anos de idade eu fiz o curso de médium, com direito a diploma e tudo. Atuei em um centro espírita aqui perto de casa, e também em algumas sessões de Apometria. Já fui da Rosa Cruz e até me envolvi com coisa pesada, como Magia Negra. Em 2000 eu me tornei Reikiana e, no ano seguinte, eu me tornei mestre em Reiki (Usui e Karuna).
Desde pequena eu sempre tive uma conexão com o “invisível”. Com menos de quatro anos, eu já andava com a Bíblia embaixo do braço. Eu achava o livro sagrado tão lindo que eu queria aprender a ler e escrever só para lê-lo. Porém, não deu muito certo. Aprendi a ler e escrever aos cinco anos, porém, deixei a Bíblia de lado. (risos)
Aos 17 anos fiz curto de Tarot, mas eu já sabia ler cartas aos 14 anos. Fiz curso de Runas e de Reiki Xamânico. Um pouco mais tarde, fiz curso de Astrologia Cármica.
Mesmo com tanto conhecimento, eu ainda sentia um vazio existencial. Eu nunca estive feliz com a minha vida, tanto que, em 2010, eu tentei o suicídio.
A primeira vez que eu tive contato com o Budismo Nichiren foi quando eu tinha entre 17 e 18 anos, quando assisti ao filme sobre a história da Tina Turner. No entanto, como o filme não explica direito sobre o Budismo Nichiren, eu passei a frequentar um centro Budista da linhagem Mahayana. Isso durou cerca de três anos. Parei de frequentar o centro porque eu não entendia muita coisa, e as pessoas não explicavam muito bem, me deixando ainda mais confusa, e triste.
Após tudo isso, por volta de 2013 e 2014, eu desisti das religiões. Nenhuma estava proporcionando o que eu estava procurando. Já fazia uns 10 anos que eu estudava sobre as leis universais, eu já havia conseguido algumas coisas, mas ao mesmo tempo, eu sentia que faltava aquela ferramenta que daria aquela força que eu tanto almejava.
No começo deste ano, após um rompimento de um relacionamento bem complicado, eu me vi naquela situação novamente de 2010, quando tentei acabar com a minha vida. Era uma tristeza muito grande, eu chorava praticamente todos os dias, e isso não estava me fazendo bem.
Um dia, um amigo me chamou para pedalar na ciclovia numa quarta-feira de manhã. Eu nunca havia pedalado na ciclovia durante a semana, menos ainda pela manhã, mas aceitei, porque eu tinha tempo para isso. Acordei bem cedo porque ele iria me pegar às 6h30. Chegando à ciclovia, esse meu amigo me deixou sozinha e foi pedalar com os amigos dele. No começo, eu fiquei bem chateada, mas encontrei outro amigo no local e ficamos pedalando juntos. Com isso, encontrei meu amigo Arnaldo. Quando eu sofri um acidente de bicicleta em 2011 e tive fratura exposta em meu braço direito, Arnaldo foi a única pessoa que me visitou em casa, quando eu saí do hospital. Detalhe, Arnaldo mora na zona Leste, e eu na Oeste, e mesmo assim, ele foi até a minha casa para ver como eu estava. Arnaldo e eu conversamos um pouco e cada um tomou seu rumo.
Eu já estava praticando o mantra Nam-Myoho-Renge-Kyo e fui pesquisar mais sobre quando eu deparei com a uma foto do Arnaldo na página da BSGI do Facebook. E depois desse momento, o Arnaldo me conduziu e me apresentou ao Budismo Nichiren de fato.
No entanto, de fevereiro até junho deste ano, o meu humor oscilava muito. Havia dias em que eu estava muito triste e outros, bem feliz. Eu não fazia o mantra constantemente. Era dia sim dois não. (risos) Até que um dia, a sogra do Arnaldo me explicou como ele funciona, e passei a fazer o Daimoku em 2 de julho deste ano. Comecei com uns 15 minutos, até fazer 1h30.
Muitas pessoas me perguntavam se eu queria receber o Gohonzon, mas eu achava que era cedo demais, que eu precisava de mais tempo. Talvez um ano ou mais. Não me sentia segura. Só que tomei a decisão de sopetão há um pouco mais de um mês numa reunião feita pela família do Arnaldo lá na zona Leste. Assinei os documentos necessários e fiquei esperando o dia da concessão chegar.
Na terça-feira, dia 25/10, Arnaldo e sua esposa vieram em casa para consagrar o Gohonzon. Deu mais trabalho para instalar o oratório em casa do que fazer a cerimônia. A esposa dele me emprestou o oratório para quando eu tiver melhores condições financeiras e de espaço para eu adquirir meu próprio oratório. Mas, comprei os balangandãs todos. (risos). Confesso que eu esperava uma cerimônia de consagração de Gohonzon mais bonita, mas mesmo assim valeu. No dia seguinte, foi o meu primeiro dia de fazer Daimoku olhando para o meu Gohonzon, e no meio da recitação do mantra, eu comecei a chorar de emoção!
Hoje, 29/10, dei meu primeiro depoimento numa reunião. Falei sobre como foi receber o Gohonzon. Eu adorei! Espero que venham outros depoimentos.
Eu sei que minha vida não irá mudar da noite para o dia. No entanto, eu tenho certeza de que muita coisa irá mudar, porque o Gohonzon e o Daimoku são aquelas ferramentas que eu tanto procurava, e agora eles serão meus parceiros nesta nova jornada que iniciou esta semana.


Namastê.