segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Energia e conexão: os dez estados de vida


Eu já abordei este assunto aqui no meu blog. No entanto, não custa nada reforçar que todos nós estamos conectados. Não importa se você mora no Brasil ou no Japão, o que eu faço aqui afeta a todos, no mundo inteiro.

É nesse momento que entender como funciona os Dez Estados de Vida de uma pessoa que podemos mudar não só a nossa realidade, mas a de todos os seres do planeta.

Segundo o Budismo de Nichiren Daishonin, qualquer pessoa pode manifestar os Dez Estados de Vida. Algumas manifestam um estado por mais tempo do que os outros, porém podemos alterar nossos estados em qualquer momento de nossas vidas.

Os Dez Estados de Vida são:

1. Estado de Inferno (Jigoku)
2. Estado de Fome (Gaki)
3. Estado de Animalidade (Tikusho)
4. Estado de Ira (Shura)
5. Estado de Tranqüilidade (Nin)
6. Estado de Alegria (Ten)
7. Estado de Erudição (Shomon)
8. Estado de Absorção (Engaku)
9. Estado de Bodhisattva (Bosatsu)
10. Estado de Buda (Butsu)

Não vou entrar em detalhes sobre cada um deles, mas você poderá saber mais lendo este artigo no site Seiko Post Brasil.


Para explicar como funciona a nossa conexão com o planeta e com as pessoas, o vídeo abaixo explica de forma muito simples o que os estados de vida, principalmente os inferiores, podem causar em todos nós.


O que você quer para sua vida e para a vida das outras pessoas? Procure perceber em qual estado de vida você está com mais frequência e mude a vibração se necessário. Precisamos nos unir em mente para o bem de todos nós.

Boa semana.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Depressão, uma doença muito séria.


Eu sei que este blog foi criado com a intenção de ajudar pessoas, e exatamente por eu também sofrer de depressão há anos, venho agora fazer um alerta em relação a este assunto.

Recentemente, tivemos o suicídio do cantor do Linkin’ Park, Chester Bennington, e em maio deste ano o cantor Chris Cornell também cometeu suicídio. Além de outras tantas pessoas famosas que não aguentaram viver com a depressão: Amy Winehouse, Robbie Williams, Kurt Cobain...

Sem mencionar os milhares de pessoas anônimas que se matam todos os dias no mundo inteiro.

Só quem vive com depressão sabe o que a gente sente todos os dias. É uma luta diária.

Imagine que você está completamente amarrado, que não tem nenhum jeito de se mexer ou de se soltar. Porém, você se debate insistentemente para se livrar das cordas. Depois de um tempo se debatendo, você fica cansado, porém continua e continua até que o seu corpo não aguenta mais e sua mente está exausta, porque ao mesmo tempo, enquanto você se debate, você pensa em milhões de coisas, a mente não para e o tempo todo você pensa que vai morrer, porque está com sede, com fome, com sono, cansado etc. É mais ou menos assim que alguém vive com depressão se sente todos os dias, o tempo todo. Preso numa vida em que não quer viver. É difícil, bem difícil.

Hoje, eu vivo muito bem sem remédios e com a prática budista de Nichiren Daishonin. Como já disse em outro post, eu não acredito na cura da depressão, mas acredito que podemos viver bem com ela. Remédios não tratam as causas da depressão, somente seus efeitos...

O que quero mesmo é chamar a atenção é que existem milhares de pessoas que sofrem de depressão no mundo todo, muitas nem sabe que sofrem do mesmo mal.

Ao assistir ao vídeo da cantora Sinead O’Connor me fez perceber o quanto somos abandonados pelos amigos e familiares porque sofremos de uma doença mental/emocional muito séria, e que muitos acham que é frescura. Ela ainda diz no vídeo que os amigos e parentes visitam quem está morrendo de câncer, mas não visitam ou nem ajudam quem sofre de depressão. Depressão é a doença que mais mata atualmente, e não tem idade.

Fiquem atentos aos pedidos de socorro das pessoas que são/estão próximas a você. Se você se prontificar a ouvir alguém, não a julgue e nem peça para ela sair dessa. Ao pressionar um depressivo é a mesma coisa que dar uma arma para ele apontar para sua cabeça e brincar de roleta russa. Não pressione. Seja paciente. Dê amor. E acima de tudo: ORE!

Não o abandone!


Como ela mesma diz: “Não é a doença que mata, mas sim o estigma criado em torno da doença que mata!”


Para quem não sabe quem é Sinead O'Connor, aqui vai o vídeo da música que a deixou famosa.


Pensem nisso!

Boa semana.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A história que mudou o meu coração

Provavelmente, você deve ter lido muitas histórias que nos emocionam tanto que decidimos fazer o mesmo. Essas histórias servem de modelos para quem está procurando inspiração. No entanto, muitas vezes lemos essas histórias, nos empolgamos e logo nos esquecemos delas.

Porém, depois de alguns meses praticando o Budismo de Nichiren Daishonin, eu ainda sentia dúvidas; eu praticava, mas não sentia força em mim.

Um dia, navegando pela Internet (como sempre), eu achei uma história que fez a minha maneira de ver o Budismo mudar. E olha que a história da Tina Turner já é mais do que o suficiente para fazer qualquer pessoa seguir o exemplo.

Essa história é do ator e roteirista James Lecesne. Com ela, eu percebi que fazer Daimoku diariamente é mais do que uma obrigação, é um compromisso com você mesmo e com as pessoas. Nesse momento, eu tomei a decisão de fazer 1 hora de Nam-Myoho-Rengue-Kyo todos os dias!

Eu espero que esta história lhe inspire da mesma maneira que me inspirou.

Não desista. A dor é passageira, o sofrimento é opcional.

Boa semana.

==========================


Meu nome é James Lecesne e quando me tornei budista em 1984, eu não entendi o significado do que estava fazendo. Embora alguém tenha mencionado a idéia de revelar o meu estado de Buda ou da possibilidade de alcançar o estado de verdadeira felicidade ou mesmo, de que eu poderia encontrar sabedoria, no fundo, eu não estava ouvindo.

Como muitas pessoas, eu aceitei o budismo de Nitiren Daishonin porque eu estava desesperadamente buscando melhorar a minha vida. Por quase dez anos eu estava lutando para ser ator e escritor enquanto mantinha uma vaga noção de que algum dia eu iria contribuir de forma significativa para o mundo, através do meu trabalho. Mas, eu estava com trinta e quatro anos e sentia que o tempo estava se esgotando. Assim, caso eu não mostrasse nenhuma prova real logo, já seria tarde demais. Eu precisava mudar rápido.

No período de um ano, desde que iniciei a recitar o Nam-myoho-rengue-kyo, a minha vida mudou. Muitos dos meus sonhos estavam em processo de serem concretizados e eu senti que estava no caminho de viver como sempre imaginei. Eu já havia completado o meu primeiro roteiro profissional para o Radio City Music Hall, estava pronto para estrear o meu próprio show na Broadway e entrei num relacionamento que considerava estável e aconchegante. Eu vivia cheio de vida, cheio de promessas a serem cumpridas.

Então, eu decidi parar de praticar o budismo. Uma decisão puramente prática. Disse para mim mesmo que o esforço físico para fazer oito shows por semana era tamanho, que o ato de orar, poderia esperar para mais tarde. Eu convenci a mim mesmo de que o budismo não tinha tido nenhuma influência nas minhas conquistas e conclui que tudo iria acontecer, estando eu praticando ou não.

A perseverança, o destino e o trabalho árduo foram os elementos que trouxeram resultados – não, o budismo. Nesta época, eu nunca parei para considerar a conexão entre a prática e o desenvolvimento da minha vida. Eu estava cego para o fato de que recitando o Nam-myoho-rengue-kyo todos os dias, havia me proporcionado uma mudança da forma como eu havia desejado.

Naturalmente, refletindo sobre o passado, eu posso compreender que a verdadeira razão de ter parado a prática budista, estava no ato de que a minha verdadeira natureza estava para ser revelada, e eu não estava preparado.

Dois meses depois de ter interrompido minha prática, o meu show foi inesperadamente cancelado, o meu relacionamento acabou e eu estava literalmente na rua, procurando por um emprego e um lugar para viver. Foi uma época muito difícil, em que acusei a mim mesmo e aos outros, pela repentina onda de má sorte. Embora, eu sempre tenha mantido o Gohonzon comigo em todas as minhas mudanças, eu não orei diante dele e certamente não reconhecia o meu potencial. Similarmente, eu não conseguia enxergar o meu próprio poder interior.

Após sete anos, enquanto eu estava reclamando da minha vida com minha amiga, Eve, ela sugeriu que fossemos ao seu apartamento e começou a recitar o Nam-myoho-rengue-kyo. Eu lhe narrei toda a minha história e expliquei a razão de não ver muito sentido na prática. Na minha mente, estava provado que se deve ser cuidadoso com os objetivos das suas orações, porque elas podem te levar ao desapontamento. Logo, ela apontou para o óbvio fato que neguei nos últimos sete anos. Enquanto eu estava recitando, a minha vida pareceu melhorar, mas quando parei, a minha vida se mostrou mais difícil. Eve sugeriu que tentasse praticar uma vez mais, como uma experiência, somente para ver se as circunstâncias iriam melhorar. Desta forma, eu poderia testar a lei de causa e efeito em minha própria vida, através da oração.

Era como se alguém tivesse me revelado uma equação matemática básica para mim, uma equação que sempre esteve lá, sempre verdadeira. Mas, porque eu não tive a sabedoria necessária para compreender, a simples lei de causa e efeito permaneceu escondida para mim, um mistério dentro da minha própria existência.

Eu fui para casa e imediatamente reconsagrei o meu Gohonzon. Em questão de dias, três para ser mais exato, a minha vida começou a melhorar. As oportunidades começaram a surgir rapidamente e aquelas pequenas conexões místicas surgiam frequentemente. Era como se eu estivesse ligado numa corrente elétrica e a minha vida estava jorrando energia. As oportunidades para escrever e interpretar surgiram e eu comecei a coordenar trabalhos para pessoas com doenças fatais. Logo, consegui um emprego neste local. Pela primeira vez, em sete anos, eu reconheci a mim mesmo como estando vivendo direito.

Mas este foi somente o início.

Certa manhã, eu estava ouvindo o rádio sobre o suicídio de um adolescente. Eu fiquei perplexo em saber que trinta e três por cento dos suicídios entre adolescentes nos Estados Unidos estão relacionados com a homossexualidade. O meu pensamento imediato foi – Por que ninguém está fazendo nada para convencer estes jovens de que suas vidas são valiosas ? Por que ninguém consegue convencê-los de que são perfeitos da forma como são ?

Então eu comecei a lembrar da minha própria adolescência, a dor da vergonha e de ser diferente, a preocupação constante que vivia em ser como um forasteiro devido a minha orientação sexual.

Desde quando era garoto, eu sabia que esta diferença era uma parte essencial de mim. Não era algo que havia escolhido, era simplesmente eu. Isto influenciou a forma como percebia as pessoas, os lugares e as coisas ao meu redor e também a maneira como eu me permiti a viver o mundo ao meu redor. De fato, era parte da minha verdadeira natureza e  não podia negar a minha homossexualidade, assim como não podia negar, a cor da minha pele ou o simples ato de estar vivo. Não foi sempre fácil aceitar esta diferença, mas ao mesmo tempo, isto contribuiu para a minha habilidade como artista, como amante – mesmo como um Buda.

Em suas escrituras, Nitiren define a realidade como a verdadeira natureza de todos os fenômenos. Um dos maiores benefícios de ser humano e budista e que me foi concedido a oportunidade de descobrir a minha verdadeira natureza deste fenômeno. Eu vivenciei que através da recitação do Nam-myoho-rengue-kyo e perguntando a mim mesmo: O que existe dentro de mim que é único ?  O que posso fazer neste mundo que nunca foi feito anteriormente ? e Como posso manifestar a mais perfeita expressão do meu eu ?

Orar me deu a capacidade de manifestar esta realidade dentro das profundezas da minha vida, e não somente para que eu possa percebê-las, mas que outros também as vejam.

No dia que ouvi esta notícia, eu sentei e comecei a escrever um roteiro. Era sobre um menino de treze anos, chamado Trevor, que através de várias passagens do seu diário, começa a descobrir a sua sexualidade e sente que é diferente do mundo. Apesar da rejeição dos seus amigos, da incompreensão dos seus pais e de uma tentativa de suicídio mal-sucedida, Trevor triunfa e escolhe viver um dia a mais.

Esta narração bem-humorada e comovente de um jovem gay e a sua determinação em viver tornou-se parte de um show que apresentei, sob o título – Word of Mouth.

Apresentado na Broadway, o show foi um sucesso e foram concedidos os prêmios de The New York Drama Desk e The Outer Circle Critics pela melhor interpretação em Nova Iorque, no ano de 1995.

Trevor tornou-se fonte de inspiração de um curta-mensagem, que venceu o Oscar de Melhor Curta Metragem, assim como recebeu prêmio nos festivais de Berlim, Hamptons e Sundance Film. O filme teve um enorme impacto sobre as pessoas, não somente pela mensagem positiva, mas porque reflete a luta de muitas pessoas em revelar o seu verdadeiro eu e valorizar a sua diversidade no mundo.

Quando o canal HBO decidiu passar o filme em 1998, eu estava trabalhando com Peggy Rajski e Randy Stone na criação de uma organização sem fins lucrativos e comecei a operar a primeira e única linha 24 horas para prevenção de suicídios entre jovens gays, lésbicas e transsexuais. Sob o nome de Trevor Helpline, recebemos mais de 1.500 ligações nas primeiras semanas de operação e as chamadas continuam numa média de 150 por semana. O site www.thetrevorproject.org chega a ter uma média de 5 mil acessos semanais e o filme de 16 minutos de duração é mostrado regularmente no canal a cabo HBO, com a apresentação da atriz Ellen DeGeneres. O Trevor Helpline está disponível em todo o território americano para todos aqueles que precisam de ajuda.

Através da história de Trevor, que foi extraída das profundezas da minha vida, esta se expandiu miraculosamente ultrapassando o tempo e espaço, tocando o coração das pessoas e em alguns casos, salvando vidas. Nós contamos com o apoio de diversos pessoas do ramo artístico como Sting, Jodie Foster, Martin Scorcese e Diana Ross que generosamente doaram o seu talento, dinheiro e apoio para fazer este filme. E celebridades como Gillian Anderson, Joy Behar, Drew Carey e Margaret Cho que colaboraram para arrecadar fundos para o Trevor Helpline, aparecendo nas atividades beneficientes em Los Angeles e Nova Iorque.

Quando eu comecei a orar em 1984, eu somente queria mudar a minha vida. Talvez também quisesse mudar a mim mesmo. Mas o budismo de Nitiren me ensinou que, antes de tudo, ninguém precisa mudar a si mesmo para se tornar um Bodhisattva da Terra ou se tornar um Buda nesta existência. No ato de abraçarmos cada aspecto de nossa verdadeira natureza, nós podemos transformar todas as circunstâncias negativas em positivas, não somente para si, mas para com os outros.

No meu caso, a vergonha, confusão e frustração que senti ao assumir abertamente a minha homossexualidade no mundo artístico se transformou, através da prática budista, em algo benefíco, algo a ser celebrado e algo que não posso imaginar viver sem.

Na escritura, A Essencia em Atingir o Estado de Buda, Nitiren declara: Não é o significado do sutra que o caminho para o estado de Buda reside dentro dos dois elementos da realidade e sabedoria ? A realidade significa a verdadeira natureza de todos os fenômenos, e sabedoria significa iluminar e manifestar a verdadeira natureza...Quando esta realidade e sabedoria se fundem, se atinge o estado de Buda na presente forma. (Major Writings of Nitiren, pág.746).


Certamente, esta passagem deve encorajar cada um de nós a continuamente desbravar não somente a nossa verdadeira natureza, mas também a desenvolver a sabedoria para enxergar a natureza manifesta no mundo. Eu aprendi que não preciso mudar ou negar quem eu sou, para tornar meus sonhos em realidade. Eu tenho tudo que preciso para ser um Buda neste mundo – em minha forma presente.

Clique aqui para ler direto do site As mais belas histórias budistas.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Não existe oração sem resposta.


Maria sempre rezou todos os dias. Era sagrado. Dizia que orar é um ato de agradecimento e uma maneira de alimentar a alma da mesma forma que alimentamos o nosso corpo com comida.

Um dia, Maria começou a se sentir triste e em suas orações pediu que queria mudar de vida. A partir daí, começou a orar ainda mais, convicta de que suas orações seriam respondidas.

Algumas semanas se passaram e Maria soube que seu irmão estava com câncer. No dia seguinte, ela foi demitida do emprego em que amava atuar.

Durante essa fase difícil da vida de Maria, ela começou a questionar se suas orações estavam mesmo sendo ouvidas. Ela queria mudar de vida, mas não enfrentar problemas tão sérios.

Enquanto o irmão esteve doente, ela foi responsável por cuidar dele. Levava-o para o hospital durante o tratamento de quimioterapia, fazia sua comida e cuidava de sua casa.

Foram quatro meses de muita dificuldade. Desempregada e ainda com um irmão doente.

No entanto, o irmão se curou e ela, que acreditava que amava seu último emprego, começou a trabalhar em outra área e se encontrou na profissão. Não só estava amando a nova carreira, como ainda estava ganhando três vezes mais do que antes.

Nesses meses, Maria nunca deixou de rezar.

Muitas vezes achamos que a resposta de uma oração será exatamente aquilo que queremos. Não pensamos se será aquilo de que precisamos.

Maria não estava feliz com a sua vida, apesar das orações. Mas com as orações, ela passou por dificuldades para que pudesse mudar de vida. Perdeu o emprego no mesmo momento em que o irmão ficou doente, afinal ela era única pessoa que poderia tomar conta dele. Durante o tratamento do irmão, ela foi mudando de atitude, sendo mais generosa com ela e com as outras pessoas, e começou a perceber que era poderia fazer a diferença na vida das delas. Com isso, surgiu uma oportunidade de trabalhar em outra profissão, a qual mudou o rumo de sua vida.

Ela obteve a resposta que queria: mudar de vida. Por isso passou por provações para ter certeza de que era isso que queria encarar.

Nos momentos de maiores dificuldades estão as oportunidades para nos mostrar que estamos no caminho certo e que as orações estão sendo “ouvidas”. Não importa se você é católico, evangélico, espírita, budista... Toda e qualquer oração sempre lhe dará a resposta que tanto procura. E na dificuldade você deve sempre confiar.

Não espere exatamente por aquilo que quer, mas por aquilo de que precisa.


Boa semana.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por que devemos recitar Nam-Myoho-Renge-Kyo todos os dias?


Quando recitamos Nam-Myoho-Renge-Kyo aumentamos a nossa energia vital e com ela seremos capazes de enfrentarmos as diversidades do nosso dia a dia. Também aumenta a nossa imunidade, prevenindo (ou até mesmo curando) doenças.

O Daimoku, que é recitação do mantra Nam-Myoho-Renge-Kyo continuamente, ajuda a quebrar as barreiras do carma negativo desta e de outras vidas, a fim de que transformemos o nosso destino.

No entanto, existem pessoas que não recitam o Daimoku, mas tem uma fé tão grande capaz de transformar qualquer coisa em suas vidas.

Como sabem, somos seres espirituais vivendo numa forma física. É nessa vida terrena e material que temos contato com as maldades do mundo e as tentações a fim de que possamos superar nossos problemas criados em diversas vidas anteriores.

Contudo, quando renascemos trazemos tudo isso conosco: falta de fé, depressão, arrogância, miséria, violência, doenças etc. E é nesse contexto que o Daimoku faz o seu papel de transformar o nosso carma para que sejamos felizes e ajudar os outros a serem felizes também.

Nem tudo que trazemos de outras vidas é ruim. Por isso, existem pessoas com uma fé inabalável, muitas nem possuem uma religião, e fazem de suas vidas um exemplo para os outros. Podemos citar as pessoas que deixaram sua marca na sociedade: escritores, esportistas, cantores, filósofos... A maioria nem falava de Deus, mas sim de uma força interior que cada um possuía para transformar suas vidas.

Porém, outra maioria das pessoas não tem essas crenças enraizadas em suas almas, e é neste momento que a oração, o mantra e outros recursos entram para nos ajudar a grafar em nossas almas a mudança que faremos nesta e nas vidas seguintes.

Quem tem/teve a boa sorte conhecer o Budismo Nichiren sabe que recitar Daimoku todos os dias fará não só diferença em sua vida, mas na vida de outras pessoas.

No entanto, se você não é budista, pode fazer sua oração favorita. Se você não tem religião, pode fazer suas afirmações favoritas. O importante é que faça alguma coisa para limpar a sua alma das impurezas impregnadas em sua alma. Tem gente que usa o Reiki (eu também uso), tem gente que pratica Yoga, outras praticam a meditação, que já foi comprovada pela ciência que a meditação cura diversos tipos de doenças. Até porque sabemos que nós criamos as nossas doenças e as trazemos, também, de outras vidas.

Se você quer mudar o seu destino, eu te desafio a recitar Nam-Myoho-Renge-Kyo todos os dias. Comece com 15 minutos, com o tempo vá aumentando até chegar a 1 hora por dia. Se 1 hora for muito para você, fracione! Faça 20 minutos de manhã, 20 minutos à tarde e 20 minutos à noite. Ou fracione de outra forma que seja melhor para você.

Reforço: faça Daimoku todos os dias!

Converse com outras pessoas que recitam o Daimoku, sejam elas Budistas ou não. Perceba o que elas têm a dizer sobre o que aconteceu e mudou em suas vidas.

Nós precisamos desse recurso para transformar o nosso carma. Trabalhar a fé sozinho é muito difícil e, talvez, leve muito tempo. O Daimoku acelera o processo e ajuda a todos que estão a sua volta.

Topa o desafio?

Depois de um mês, retorne aqui no blog e escreva nos comentários o que mudou em sua vida. Não foque somente nas mudanças visíveis, mas também nas mudanças que não podemos ver, como mudanças de padrão de pensamento, comportamento etc., pois elas são tão ou mais importantes do que as mudanças físicas (visíveis).

Combinado?

Boa semana, e bom Daimoku.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Quando a vida te dá sinais de que você precisa mudar


As pessoas acreditam que temos uma missão a seguir quando nascemos, porém a maioria não sabe qual é essa missão e passa boa parte da vida (ou a vida inteira) cometendo erros ou não entendendo nada do que acontece com a vida delas.

Eu poderia dizer que isso é normal, mas não é. Primeiro, eu diria que uma missão específica você não tem, mas que existe sim algo para você aprender. Não viemos para este mundo para sofrer e nem fazer outras pessoas sofrerem, viemos para sermos felizes, esta é a nossa maior missão.

Eu tenho certeza de que você deve estar pensando que eu sou louca, pois a sua vida está travada, não é? Como podemos ser felizes se nada está dando certo? Apenas observe os sinais.

Eu posso falar por mim. Eu tenho 43 anos, nunca me casei e nem tenho filhos. Passei praticamente a mesma quantidade de anos procurando alguém para ser meu companheiro, e NUNCA deu certo. Fiz muitas besteiras e colhi muito sofrimento por causa disso. Hoje, percebo que a minha missão em relação a isso é me aceitar e me amar acima de tudo antes de ter uma pessoa na minha vida.

Percebi isso com muita meditação a respeito da minha vida. Eu dizia para mim “como outras pessoas, muitas até bem maldosas, têm alguém na vida e eu não?”, e eu nunca tive uma resposta. Talvez eu tenha recebido alguns insights a respeito do assunto, mas nunca percebi realmente do que se tratava. Então, era só sofrimento.

Claro que não devemos acreditar que só seremos felizes quando encontramos alguém em nossa vida, mas era algo que eu queria muito. Dizem que quando queremos muito uma coisa o Universo conspira ao nosso favor para que isso aconteça, mas comigo o Universo nunca ajudou. Claro que eu também tive uma boa parcela nisso, pois fiz muitas besteiras, cometi muitos erros, e o Universo só me deu a respostas em relação aos meus atos. Mesmo assim, fui tentando, tentando...

Aprendi que a nossa missão na vida está relacionada com aquilo que temos mais dificuldade. Através dessa dificuldade é que devemos superar e nos transformarmos em uma pessoa melhor, ou seja, passar de ano, não é mesmo?

Quando criança eu fui muito rejeitada pelos meus pais. Com isso, eu acreditei (inconscientemente) que para ser amada eu deveria ser rejeitada. Com esse conhecimento, cometi as piores atrocidades contra mim mesma a fim de encontrar o amor de alguém e das pessoas.

Só que a vida, neste momento, está me mostrando que preciso mudar, caso contrário, existirão muita dor e sofrimento em minha vida. Eu estou enfrentando a pior fase financeira da minha vida, além de dificuldades de alavancar a minha carreira.

O que isso tudo tem a ver com mudanças?

Tudo! A vida está me mostrando através das minhas dificuldades atuais que se eu não mudar minha forma de pensar e de agir perante a vida, ou continuarei sofrendo ou poderá acontecer coisa ainda pior.

Estes são os sinais para a mudança!

Tem gente que fica doente, outras perdem algum ente querido, algumas perdem o emprego que tanto amava, outras sofrem algum tipo de acidente ou assalto. Tudo isso para mostrar que você NÃO ESTÁ NO CAMINHO CERTO. Não está seguindo sua missão.

Muitas vezes, esses acontecimentos se repetem constantemente na vida das pessoas, reforçando que você não está fazendo a coisa certa.

A vida é sábia. Afinal, você é a causa de tudo. Trazemos isso de outras vidas, como depressão, arrogância, medo... E devemos “consertar” isso para não renascermos constantemente cometendo os mesmos erros do passado e continuar sofrendo sem saber por quê.

Esta é a sua missão.

Observe em que parte da sua vida você tem mais dificuldade. Repare se existe algo que se repete constante em sua vida, como no meu caso de não conseguir arrumar um marido, e trabalhe diariamente para mudar, para seguir a sua missão.

A mudança é necessária, mas é você que tem de dar o primeiro passo.

Se durante a caminhada for difícil, ore!

Orar fortalece a nossa alma e faz com que possamos seguir a nossa jornada com força.

Boa sorte em sua caminhada.


Namastê.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Três dicas para "sair" da depressão


Este post pode gerar certa polêmica, afinal, muitos psiquiatras não irão concordar comigo. No entanto, eu decidi escrevê-lo baseado na minha experiência e, com isso, poder ajudar as pessoas que passam pelo mesmo problema.

Eu não acredito na cura da depressão, eu acredito no controle dela, e sem medicamentos.

Você já conheceu uma pessoa que deixou de beber? Não existe ex-alcóolatra, o que existe é alcóolatra em recuperação. O mesmo acontece com quem sofre de depressão. Afinal, basta uma gosta de álcool para o alcóolatra ter uma recaída, que muitas vezes pode ser fatal. Basta um acontecimento para desencadear todos os sintomas da depressão novamente: a perda do emprego, a perda de um amigo ou parente, o fracasso em algum projeto etc.

Os medicamentos amenizam o efeito, mas não a causa. Mesmo tomando antidepressivo e calmante eu tentei o suicídio. E conheço muitas pessoas que tomam remédios há anos e não saem do lugar, parece até que estão piorando. Se o tratamento não for feito de forma correta, tirar o medicamento pode ser fatal. Por isso, não estou aqui levantando a bandeira de que você deve parar seu tratamento e a medicação. Eu estou aqui apenas para dizer que há sim uma saída para essa situação que destrói a vida de muitas pessoas, e muitas delas, nem sabem. Portanto, continue com o tratamento até se sentir seguro(a) para seguir esses passos.

1) Assuma que tem depressão. O primeiro passo para a cura é reconhecer que existe o problema, por isso assuma que está com problemas e não tenha vergonha disso. Claro que não é para você sair por aí contando para todo mundo, mas se alguém questionar, fale sem medo. Muitas pessoas não admitem que estão deprimidas por medo das pessoas e, ter medo pode piorar o processo de recuperação.

2) Encontre uma atividade que goste de fazer. Eu descobri a bicicleta. Eu pedalo desde 2005 e quando ando de bike, eu me sinto muito bem. Pedalo apenas por prazer, não participo de competições. Talvez você não curta pedalar, mas curte outro esporte. Talvez você possa fazer um curso de culinária, aprender outro idioma, fazer tricô, escrever poesias, tirar fotos. Não importa a atividade, ela sempre vai te ajudar a manter-se ocupado e dará mais ânimo para os seus dias. O importante é não ficar parado. E essas atividades poderão ajudá-lo a fazer novas amizades, o que é sempre muito bom. A atividade física ou não pode também mantê-lo fora dos padrões negativos de pensamento que criamos. Lembre-se: mente vazia, casa do demônio.

3) Ore. Já escrevi várias vezes sobre o poder da oração aqui neste blog. Imagine você sem comida por uma semana, o que poderá acontecer com o seu corpo? Se devemos comer todos os dias para nos mantermos de pé, imagine o que acontece com o seu espírito quando não o alimentamos? Nosso corpo não é apenas físico, ele também é espírito. Na verdade, somos espíritos vivendo uma experiência física (material) e, por essa razão, devemos alimentar o espírito da mesma forma em que alimentamos nosso corpo físico. É com a oração que fazemos isso. Você não precisa se tornar espírita, católico, evangélico ou budista para orar. Basta escolher aquela oração que mais identifica contigo e recitá-la todos os dias, de preferência duas vezes por dia, uma pela manhã e outra antes de dormir. Aqui vão algumas sugestões: Pai Nosso, Ave Maria, Prece de Cáritas, Salmos, Oração da Serenidade, Prece das Fraternidades. Você também pode recitar mantras, se preferir. Eu recomendo NAM-MYOHO-RENGE-KYO, é poderosíssimo. No entanto, se não gosta de orações ou mantras, faça afirmações: “eu me amo”, “tudo está bem em meu mundo”, “o poder está em mim”, “eu sou centelha divina do universo”... O importante é fazer todos os dias, pois é o alimento da sua alma. Quando o espírito não está bem, nós ficamos doentes ou temos outros problemas, por isso orar é tão importante.

Eu não uso medicamentos há quatro anos!

Não vou dizer que é fácil, porque não é. Porém, quando eu me sinto mal, a recuperação é quase instantânea.

Outra coisa que faço é me permitir sentir mal. Quando fico deprimida, eu aceito que estou assim e fico assim até não aguentar mais. Geralmente, dura um dia. Só que nesse momento, eu fico sozinha e não infernizo a vida de ninguém. Eu posso até chorar, dormir o dia todo, mas não jogo meus problemas no colo dos outros. As pessoas não entendem o que é ter depressão, acham que é frescura. E outra: ninguém é obrigado a te ajudar e menos ainda ficar ouvindo seus problemas, até porque eles vão apenas ouvir mesmo...

Repito: não abandone seu tratamento médico! Minhas dicas são apenas recursos que podem ser acrescentados no seu processo de recuperação.

Lembre-se de que você veio a este mundo para ser feliz. Os obstáculos são para nos lembrarmos sempre disso. Encare-os de frente, porque tudo é transitório, até a sua vida física é. Já a vida espiritual é eterna.

Espero que eu tenha ajudado.


Boa semana.